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Mais amor / Menos selfies

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Um dia desses algo me chamou atenção. Encontrei amigos, conversamos, comemos, nos divertimos, ficamos horas juntos e não tiramos nenhuma foto.

No outro dia reparei e pensei: – Que maravilha.

Muita gente pode não entender, mas o fato de não termos tirado nenhuma foto, para mim significou como se estávamos tão bem, tão em paz, curtindo o momento que não pensamos que precisaríamos registrar para lembrar daquele dia.

Você pode estar pensando que eu não gosto de fotos, mas muito pelo contrário, eu amo fotos. Adoro registrar momentos, porém penso que hoje estamos vivendo em mundo que é mais importante registrar, publicar, compartilhar, ter curtidas, do que de fato viver o momento.

Muitas vezes em alguma foto a pessoa nem estava feliz, mas se teve muitas curtidas, pronto, já valeu a pena, porque a pessoa não estava feliz, mas alguém pensou que ela estava. Com isso, o valor atual é o outro achar que estamos felizes.

Isto é, estamos vivendo em um mundo que é mais importante o outro pensar que estou feliz do que eu estar de fato.​

Então, por mais que pareça estranho, o fato de eu ter convivido horas com amigos, me divertido, aproveitado o dia, mas ninguém ter pensado em parar para tirar uma foto foi algo fantástico, pois todos estavam vivendo aquele encontro e vamos guardar em nossas memórias.

Já faz um tempo que a minha foto no facebook é um guardanapo escrito: “Take a moment not a selfie”, foi uma maneira que encontrei de tentar fazer as pessoas pensarem um pouco. Não acho que possa ter ajudado muito, mas…

Eu fiz isso, pois tenho amigas que tiram mais de 300 fotos para conseguir uma para o perfil nas redes sociais. Com o ângulo melhor, que esconda tudo que não gosta, usam filtros, além das maquiagens e produções.

Acho legal tirarmos fotos, porém acho que vale refletir: Não estamos exagerando? Essa foto é para eu guardar de recordação? Ou é apenas pensando de tirar fotos para meus amigos morrerem de inveja? Verem como sou feliz, linda e melhor que os outros?

Escrevi este post para pensarmos em viver para nós. Não precisamos que os outros pensem que estamos felizes. Por trás desse desespero por compartilhar o que se esta fazendo e esperar curtidas, tem muita insegurança e outras questões a serem pensadas.

Acho que podemos compartilhar o que achamos bacana, mas acho que vale refletir antes de postar. Pensarmos: Para que estou publicando esta foto? É um momento que achamos válido e queremos compartilhar com amigos? Ou seria apenas por exibicionismo?

E sinto muito em dizer, mas muitas pessoas quando visualizam sua foto feliz, não ficam feliz por você.

A maioria fica com inveja ou com vontade de postar uma foto ainda mais “feliz” para mostrar que é mais “feliz” que você.

É como se fosse uma competição e que as vezes a pessoa nem percebe que está competindo. Quando vê, ela já está pensando em ir em algum lugar para poder tirar fotos e postar nas redes sociais.

Pense se você já fez isso. Pense se você está nessa competição. Reflita se precisamos disto?

Desafio: Sair e não se preocupar em tirar fotos, olhar em volta, olhar para as pessoas e ser feliz sem pensar que os outros precisam saber disso.

Como seremos lembrados?

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Algumas pessoas não entenderão sobre o que vou falar.

Os mais velhos poderão pensar: – Ixi, não viu nada da vida ainda, você é jovem.

Os mais novos: – Ixi, é uma tiazinha… Tem 32 anos? Já está quase morrendo.

Os cabelos brancos já começam aparecer, alguns a cair, rugas nascendo, muitas coisas vão mudando no corpo e com isso vemos que a vida passou muito rápido e já podemos até mesmo identificar que não deu tempo de fazer algo que havíamos planejado.

Vamos vendo que o nosso corpo de fato não é imortal. Vamos vendo que a data de validade tem sim um fim.

Lembro que quando estava na escola e minha professora falou que tinha 35 anos, pensei: Nossa, que velha. Pois é…

Hoje estou aqui e penso: quantos anos mais tenho de vida? Mas, não estou pensando de uma maneira deprimente. Estou sendo prática e realista. Quanto tempo tenho?

Algo que a vida nos intriga ainda mais: Não existe uma data exata. Posso viver mais 50 anos ou mais 50 minutos apenas.

E isso se torna positivo, quando pensamos: Estou fazendo aquilo que gostaria? Me tornei a pessoa que queria? Se não, o que falta? Ou, o que estou fazendo para tal? E no dia a dia: Como trato as pessoas? Como elas se lembrariam de mim? Elas se lembrariam de mim?

O fato de sabermos que não somos imortais, pode nos ajudar a refletir o que estamos fazendo da vida.

E você, independente da idade, está fazendo sua vida valer a pena? Ou ainda acha que sempre terá amanhã para fazer algo que sempre sonhou?

Touch

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Comecei a assistir a série Touch (Visões do futuro) e estou adorando.

O seriado retrata a história de Martin que fica viúvo depois de sua mulher morrer nos ataques de 11 de setembro. Ele tem um filho que consegue perceber padrões que interligam as vidas através de números. A comunicação com seu filho não é tão comum, portanto ele tem que aprender um novo modo de comunicação e confiar no filho.

Achei muito interessante, pois penso que na vida nada é por acaso, estamos sim todos conectados de alguma maneira e nascemos para nos relacionar e ajudar uns aos outros.

Penso que em geral não damos a devida atenção para as pessoas que estão a nossa volta e muitas vezes, vemos os fatos como banais ou até mesmo coincidência.

Seriados e filmes como este ajudam a expandir a mente. Nos ajuda a pensar um pouco fora da caixinha. Será que a vida não tem algo mais do que imaginamos? Será que é só um trabalhar, casar, ter filhos, se aposentar e morrer?

Abrir a mente pode ser o primeiro passo para conseguir ver além.

Qual é a sua palavra favorita?

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Estava com uma amiga australiana essa semana e ela me perguntou: – Qual é a sua palavra favorita?

Fiquei pensando e vi que nunca parei para analisar.

Tenho palavras que gosto, porém nunca pensei em alguma específica.

Ela insistia e ainda explicava a importância. Disse que as palavras tem força e te remete a algo. Te lembra de algo. Ela disse que gosta muito das palavras, da origem e o poder que elas tem.

Com isso, fiquei pensando qual palavra me chama atenção? Sabe aquela que quando alguém fala te atrai para conversa?

Então identifiquei uma: Realize.

A palavra em inglês que significa perceber.

Identifiquei que quando alguém fala essa palavra, ou quando eu mesmo pronuncio ela me traz algo bom.

Conversamos mais um pouco e vi que realmente as palavras tem poder e conforme vamos estudando outros idiomas, vamos abrindo a mente e vendo a necessidade de encontrar as palavras mais específicas para cada contexto.

Se pararmos para avaliar as palavras que usamos, podemos ver o nível de respeito que temos pelas pessoas. Falamos tanto e não percebemos que muitas vezes podem faltar ou sobrar palavras para que a conversa seja mais agradável.

E vocês? Qual é a sua palavra favorita?

Doutor Estranho

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Assisti o filme Doutor Estranho e fiquei bem contente por conter algumas abordagens sobre energia, chacras, saída do corpo, entre outros.

Gosto muito de filmes que podemos recomendar para as pessoas interessadas em abrir a mente. E esse filme é daqueles que você pode usar de referência para exemplificar muita coisa, podendo assim, esclarecer muita gente.

Esse filme trata-se de um neurocirurgião muito bem sucedido chamado Stephen Strange. Ele sofre um acidente de carro e fica com as mãos debilitadas. Sendo que suas mãos são seus instrumentos de trabalho, ele entra em uma crise por não encontrar solução na medicina convencional. Com isso, ele busca outra alternativa para sua cura. Ele vai até o Nepal e descobre que ele realmente não conhece de tudo que pensava saber.

O filme tem o lado super herói, porém tem abordagens muito interessantes que vale a pena observar que a pessoa que escreveu e dirigiu tem que ter vivenciado algo do tipo para conseguir exemplificar da maneira apresentada.

 

Bem-vindo a Marly-Gomont

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Hoje foi um dia daqueles em que peguei um filme no Netflix e sem expectativa de encontrar algo muito especial,  acabei assistindo a filme muito interessante.

Nestes últimos dias apresentei alguns verbetes para a Enciclopédia da Conscienciologia, sobre a temática de se viver um tempo fora do país de origem, e eis que este filme está totalmente relacionado.

Ele conta a história de um médico  africano do Congo, que se muda com a sua família para um vilarejo da França, onde acabam sofrendo um choque cultural muito grande, sofrendo os mais absurdos preconceitos por pertecerem a uma cultura diferente. Porém, diante dos acontecimentos, o médico surpreende por sua postura cosmoética e assistencial.

Diante dos fatos narrados no filme, ficam algumas reflexões: Como tratamos os estrangeiros? Nós dedicamos à eles um tratamento com inferioridade, pelo fato de pertencerem a uma cultura diferente? E por outro lado, como reagimos quando sofremos preconceitos de alguma forma?

O filme ajuda a pensar que ainda que estrangeiros, são consciências e merecem respeito, e esse respeito pode ser sutil, ou não. Portanto, vale a pena refletir nossa postura.

A arte de conseguir expressar o que sente

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Tempos atrás, expressar a opinião fazia a pessoa correr grande risco de ser assassinado em praça pública. As pessoas não tinham voz e somente quem era do Poder é que tinha o direito de se expressar.

Hoje em dia, a liberdade de expressão está muito melhor. Muito se pode falar, porém percebo que no fundo as pessoas não querem saber a verdade. As pessoas dizem que querem ter por perto pessoas de confiança, que falam o que pensam, até terem uma conversa franca, para que muitos relacionamentos se acabem.

É uma cultura da falsa amizade, da falsa parceria, do comodismo, de ser mais fácil concordar do que falar a verdade e entenderem que opiniões diferentes podem vir para agregar, para refletirmos, para entendermos que as pessoas tem ideias diferentes ou até mesmo para reavaliar se vale a pena continuar o relacionamento.

Muito se disfarça no dia a dia, muitos sorrisos falsos e quando se chega em casa, precisa desabafar para alguém (vomitar) toda mágoa, insatisfação e essa pessoa tem que ser seu cúmplice e não pode discordar de você. Como se fosse uma lata de lixo, se despeja tudo o que tiver de ruim. Ela seria apenas uma pessoa para concordar com todas as lamentações, sem poder trazer reflexões, senão já teria problema.

Aí você pensa: não quero ser o que vomita nos outros e nem o que só escuta e concorda. Vou agora expressar meus sentimentos.

Porém, você percebe que as pessoas não gostam. Elas querem a pessoa que não reclama de nada, que está pronto para tudo, que aceita sem reclamar e com bom humor.

E às vezes, a mesma pessoa que fala para você se posicionar é a que se afasta quando você diz sua opinião.

É uma saia justa viver onde você sabe que tem que se posicionar e dar limites, mas tem que saber a hora, as palavras, o jeito, a pessoa, a intenção, a energia e as consequências.

Percebi que temos um “preço” a pagar por expressarmos nossos sentimentos, descontentamentos e discordâncias.

E a pergunta que fica é: Estou disposta a “pagar o preço”?

Esse preço pode ser de fortalecer ainda mais o relacionamento e fazer algo positivo, porém pode ocorrer de um nunca mais voltar ao “normal”, como até mesmo acabar a amizade, casamento ou emprego.

E por medo de perder a pessoa, às vezes optamos por não falar e viver um relacionamento de mentira e você se sentir omisso e falso.

Podemos até formular a matemática certa, mas terá dias que iremos errar na dose. Falaremos demais ou falaremos de menos. Seremos o grosso, implicante, dramático, o “sem sentimentos”.

E outra pergunta que reflito: O quanto eu quero saber a verdade?

O quanto fico chateada com a verdade e alimento este ciclo de não me fale e desabafe para o outro?

Não tenho a solução, mas sei que refletir ajuda a superar e aprender a cada dia lidar melhor com as pessoas e consigo próprio.

Muitas traços para superar e muito o que aprender.

O dia que eu segurei o elevador

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Hoje foi um dia daqueles corridos que chego no prédio exausta e o elevador demora para chegar. Tudo o que mais queria era simplesmente chegar em casa.

Eis que o elevador chega e quando entro, vejo uma senhorinha andando bem devagar e aquela vontade de fingir que não vi e deixar a porta fechar. Mas, segurei o elevador e esperei ela vir (take your time). Ela me deu um sorriso, que parece que toda energia que eu estava defasada, ela me retribuiu. Uma conversa de elevador que levantou o meu astral, mudou minhas energias e foi um reencontro inesquecível. Foram minutos vivenciados que eu não estava esperando.

Eu achei que eu que estava ajudando segurando o elevador e no fim? Ela que me assistiu e abri a porta de casa com mais disposição do que quando sai pela manhã.

A vida é muito engraçada e fica mais um aprendizado que gentileza atrai gentileza. E que ao ajudar, somos os primeiros a sermos ajudados de alguma outra maneira. Quantos momentos podemos ter perdido, pois estavamos com pressa? Cansados? Sem paciência?

Fisicamente não temos noção de quem são as pessoas que estão ao nosso redor. E para quem fechamos as portas.

Doc Martin

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Esta é mais uma série que recomendo.

Comecei assistir por recomendação da minha mãe, pois a primeira cena é gravada em hotel que fiquei na Inglaterra. E realmente amei o local.

Fui conhecendo os personagens e ficando interessada.

O Doutor Martin (Martin Clunes) é um cirurgião brilhante de Londres, porém ele desenvolve medo de sangue, sendo assim, ele tem que parar de fazer cirurgia. Ele muda para uma vila chamada Portwenn no litoral da Inglaterra, onde possui a tia Joan.

Ele abre uma clínica médica e fica frustado com situações precárias do local e a falta de profissionalismo da recepcionista e o modo de ser dos pacientes.

O que mais me chamou a atenção é para o temperamento do doutor. Ele é muito sério, possui uma maneira muito direta ao falar e sem preocupação como as pessoas se sentem ao escutar suas pontuações. Sempre formal, de terno e gravata e que apesar da maneira durona, ele se mostra uma pessoa com prontidão assistencial.

O tabu do suicídio

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Este mês é o setembro amarelo – prevenção do suicídio.

E esta sendo muito interessante ver as pessoas falarem sobre a temática, que até então é uma palavra que muitos nem querem pronunciar por ser tão pesada.

Mas me sinto esperançosa das pessoas se abrirem para falar disto, até mesmo porque, às vezes isso pode ocorrer com alguém mais próximo do que podemos imaginar.

Penso que estamos vivendo em um mundo que esta cada vez mais competitivo. Para se ter um trabalho, cada vez mais tem que se ter mais qualificações, cobranças de perfeccionismo, produtividade e ser melhor do que os outros. Para ser bonita, cada vez mais um corpo perfeito, malhado e magro. As questões financeiras. O ser diferente no meio da multidão. O bullying. O preconceito de diversas maneiras. O fato de não encontrar apoio e se sentir sozinho. A cultura de não consertar nossos objetos e sim, compramos outro, levando às vezes a fazer isso com relacionamentos.  Na primeira dificuldade arranjamos outra pessoa. As crises, os gargalos das conquistas pessoais e até mesmo quando não encontramos um propósito de vida, um motivo para viver, algo que nos inspire e nos de motivação de levantar todos os dias. A vida fica sem razão, tanta correria, para que?

E é um fato que cada um tem suas dificuldades e tem pessoas que tem mais do que outras de lidar com situações específicas e chegam ao extremo.

O fato de eu não ser a favor de uma pessoa se matar não me dá o direito de julgá-la como fraca. Penso que antes de julgar vamos pensar como ajudar. Se a pessoa está se sentindo mal, triste, deprimida, devastada, sem saber lidar com as situações, será pior ainda saber que ainda é julgada.

Penso que muitos suicídios poderiam ter sido evitados se a pessoa sentisse que poderia conversar com alguém.

Um abraço, uma escuta, um olhar fraterno, paciência com os outros e conosco também.

The Fundamentals of caring

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Assisti um filme no Netflix e gostaria de compartilhar e indicar.

No filme, Benjamin (Paul Rudd) é um escritor que encerra seu trabalho depois de passar por uma grande dificuldade. Com isso, ele decide fazer um curso para cuidar de pessoas com deficiência física. Assim, ele se torna o cuidador de Trevor (Craig Roberts), um jovem com distrofia muscular. O relacionamento é bem difícil e depois de discussões, eles se tornam mais próximos.

Algo que achei bacana é que os dois têm um certo tipo de paralisia. O Ben com uma “paralisia psicológica” com o trauma pessoal que não consegue seguir adiante e Trevor com a paralisia física, o impossibilitando de conhecer os lugares dos quais gostaria.

Apesar de a história ser um drama é possível dar umas boas risadas, se inspirar na vivência deles e se questionar: – Eu tenho alguma paralisia?

 

 

Seriado – Good Witch

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Para quem me conhece sabe que eu adoro filme/série com algo sobre energias, magia e bruxaria. hehehe. Achei a primeira temporada no Netflix daqui e assisti em um final de semana. 😉

Good Witch é uma série que passa por Cassie Nightingale e sua filha Grace, “duas bruxinhas” da cidade de Middleton que chamam a atenção dos novos vizinhos, o Dr. Sam Radford e seu filho, Nick.

Cassie é proprietária de uma loja de produtos sobre ocultismo e possui sua residência como “bed and breakfast”, isto é, ela recebe hóspedes na casa dela.

Situações de magia acontecem e… chega, não vou contar tudo, né? hehehe

Só gostaria de registrar que gostei muito da série, pelo fato de trazer um personagem que faz muita assistência, isto é, ajuda muitas pessoas. Ela leva a sério suas intuições e não se estressa tanto com o que aparece para ser vivenciado.

Me trouxe muitas reflexões e inspirações, mas não vou falar muito para não estragar a de vocês.

Uma reflexão muito forte foi: Vivenciar a vida com um olhar mais assistencial do que dramático.

Bom proveito.

:)

 

Sofrer logo para sofrer menos depois

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Eu não entendo algumas lógicas da vida e não sou do tipo de pessoa que consegue viver sem questionar e sem tentar achar um fundamento para os acontecimentos.

Se pararmos para analisar superficialmente os fatos, muitos podem não fazer sentido. E entraremos no debate das injustiças da vida.

Ainda assim,  eu penso que tudo tem uma lógica e eu posso até não estar entendendo, mas penso que tem sim.

Sou uma pessoa muito dramática e com imaginação fértil. Vocês já assistiram o desenho “O fantástico mundo de Bob”? hahaha Eu funciono desta maneira. Escuto um fato e já imagino muito em seguida. hehehe. Sei que isso não é bacana e estou trabalhando seriamente para superar isso.

Sou daquelas que poderia ser autora de novela, por conta da minha imaginação dramática. hehehe. Estou escrevendo isso, por ser algo que quero superar para ser mais feliz, leve e saudável. Em algum momento aprendi a ser assim e hoje vejo que não vale a pena.

Penso que um dos mecanismos é para que eu já imagine o pior para que eu não crie expectativa. Tipo assim, já sofro logo para não sofrer tanto depois. hehehhe Que lógica é essa? O desgaste que se passa e às vezes nem era nada ou nem tão problemático.

Pois é, temos alguns comportamentos que quando analisamos vemos que não tem cabimento. E que não é tão simples de mudar. Mas não significa ser impossível.

Tenho feito esforços e quero compartilhar.

Quando vem algum pensamento ruim de algo que pode acontecer (e a imaginação flui) tento pensar, respirar e desdramatizar. Não tento simplesmente deletar como repressão, pois em alguns momentos não resolve. Dependendo do caso, tento refletir, que eu estou fazendo o melhor que eu posso. E não tenho como controlar o mundo. Na hora que penso, ESTOU FAZENDO O MELHOR QUE EU POSSO, me dá uma paz, uma sensação de: – É verdade, tenho a consciência tranquila de que eu estou fazendo o melhor que eu posso nesse momento. E se não estou fazendo o melhor, penso então, como posso fazer?

Com isso, estou me sentindo mais leve, me sentindo mais em paz de permitir a vida acontecer e assumindo que não tenho como controlar.

Tentando deixar de ser autora de novela dramática para ser de publicações assistenciais.

As aventuras em Tintagel

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Decidimos ir neste lugar por recomendação de amigos. Pegamos dicas com eles e lá fomos nós.

Tintagel é um vilarejo situado na Cornualha – Inglaterra. A cidade e o castelo são associados à lenda do Rei Artur, os cavaleiros da távola redonda e ao Merlin. Com isso, este vilarejo tem sido, um grande centro turístico.

O vilarejo também aparece na obra da autora Marion Zimmer Bradley de “As Brumas de Avalon”.

Estávamos em Londres e pensamos de passar uns 2 dias neste local, porém na semana que iríamos o Hotel estava com uma promoção e acabamos ficando quase uma semana.

Fomos de trem, da estação London Paddington até Bodmin Parkway, durou cerca de 4 horas. Em Bodmin Parkway pegamos um taxi e foi mais uns 40 minutos.

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No trem para Tintagel

Anteriormente, tínhamos pensado de alugar um carro, porém além de ser mão direita para dirigir, teríamos um trabalho a mais para achar o lugar. Alguns amigos já foram de carro, não tiveram problemas e adoraram, como outros tiveram dificuldade de encontrar o local e multas para pagar por não saberem exatamente as regras de direção local. No nosso caso, ter ido de trem foi muito prático e não sentimos falta de carro.

A primeira conversa foi com o taxista que pegamos na estação até o hotel. O taxista foi muito simpático e tranquilo. Entre tantos assuntos fiz uma pergunta, pois iríamos passear bastante no local e como uma boa brasileira desconfiada, perguntei se podíamos andar tranquilo ou se tínhamos que evitar lugares e horários por conta da segurança. Ele parou o carro, olhou nos meus olhos e disse: – Aqui as pessoas são felizes, ninguém quer o mal de ninguém. Todos querem que as pessoas sejam muito bem vindas.

Realmente tive uma sensação muito boa de ser bem recebida. Mas, é sempre bom estar atento.

Nós ficamos no Hotel Camelot Castle, fomos muito bem atendidos e adoramos a estadia, comida e localização.Camelot2

 

Chegamos a tarde, mas bem cansados da viagem o Igor foi descansar e eu resolvi passear um pouco. Me senti tão em casa que esqueci de levar minha carteira, fato que sempre confiro antes de sair. Andando pela cidade como se já conhecesse o local, entrei em uma sorveteria e pedi o sorvete mais famoso. Ele que percebeu minha cara de turista, disse que iria fazer um especial. E na hora de pagar? Cadê minha carteira? Fiquei super sem graça, disse que voltaria em alguns minutos, porém ele disse que não precisava pagar, para eu relaxar e aproveitar o passeio. Fui tão bem tratada que me senti estranha. Fui andando pelas ruas, que aliás não tem muito o que fazer, mas sentia que poderia morar naquele local. As pessoas tinham uma energia conhecida e conforme eu ia caminhando na ruas, eu ia me sentindo mais em casa, mesmo sem saber onde estava indo.

Deitamos no final de tarde e acordamos com fome a noite e a cozinha do hotel já tinha fechado, mas precisávamos comer algo. Quem me conhece sabe que eu não sou desbravadora e que não ando pelas ruas que não conheço a noite e sozinha. Levantei e disse para o Igor: Pode ficar, vou andar por aí e encontrar algo para comer. Coloquei umas 5 blusas pelo frio que estava e saí caminhando super confiante e feliz. Os restaurantes já estavam fechados e pensei por um momento, vou voltar sem comida. Eis, que vejo um rapaz já organizando para fechar o restaurante e me pergunta se eu estava precisando de algo. Eu disse: Eu quero algum lugar para comprar meu jantar. Ele olhou no relógio e disse: Este horário não vai conseguir mais nada. Mas, venha aqui. Me mostrou o cardápio e falou que preparava para mim. Escolhi, paguei e voltei toda contente com o jantar.

Camelot a noite

Nos outros dias, andamos o dia o todo, portanto levem tênis, roupas confortáveis, verifiquem a temperatura, apesar de o sol ser lindo (era primavera), o vento congelava.

Teve um dia também que lembro que estava andando na rua e me bateu um tristeza que sentei em um banco e comecei a chorar sem muitas explicações. Era uma tristeza que é difícil de explicar. Como se eu lembrasse de coisas tristes que aconteceram por lá e ao mesmo tempo uma saudade de coisas boas também.

Para mim, essa foi umas das viagens mais complexas de se descrever. O que me chamou mais atenção foi para a energia que me fez um bem muito grande. Eu me sentia tão feliz e não sabia explicar o que estava sentindo.  Tem coisas na vida que só tendo as próprias experiências.

Uma sensação de ter voltado para o bairro que morou na infãncia ou algo do tipo.

Fizemos alguns passeios:

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Casas em Tintagel

Vista em Tintagel

Vista Tintagel

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Caverna do Merlin

Caverna do Merlin

Caverna do Merlin por dentro

 

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A Tintagel

 

Escadaria para o acesso ao Castelo.

Escadaria para o acesso ao Castelo.

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Nas ruínas do Castelo com a vista para a caverna

 

Ruínas do Castelo da Lenda do Rei Arthur

Ruínas do Castelo da Lenda do Rei Artur e o Hotel atras

 

Ruínas do Castelo da Lenda do Rei Arthur

Ruínas do Castelo da Lenda do Rei Artur

 

Ruínas do Castelo da Lenda do Rei Arthur

Ruínas do Castelo da Lenda do Rei Artur

 

Apresentações de batalhas

Apresentações de batalhas

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Pôr do sol

 

Como as pessoas reagem se eu estou bem ou não?

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Isto já aconteceu comigo e hoje uma amiga veio com a seguinte frase: – Quando eu estou mal ninguém vem falar comigo, mas quando eu estou bem, muitos entram em contato.

Ok, tirando as pessoas que são interesseiras de fato, eu estava tentando refletir esta frase.

Pergunta: Quando estou bem as pessoas vem falar comigo somente por interesse ou porque minhas energias estão boas e mais acessíveis?

É uma questão que fica no ar, pois já tive caso de estar mal e realmente ninguém entrou em contato comigo, mas me lembro que minhas energias estavam tão ruins que penso que eu mesmo bloqueava que alguém me contactasse. Mas, meio que “milagrosamente”, sem eu falar nada que melhorei e que algo de bom aconteceu e eu estava feliz, várias pessoas vinham falar comigo. Se eu fosse uma pessoa que ficasse divulgando tudo que acontecesse na minha vida, poderia dizer: Ah, a pessoa só entrou em contato porque descobriu que agora estou bem e ela está com interesses. Porém, na prática vi que a pessoa não sabia.

Nada como termos nossas próprias experiências.

Hoje entendo que tem pessoas que são interesseiras e realmente só querem estar com pessoas que estão bem e que também posssam obter algo da pessoa, porém vale refletirmos o nosso lado também. Não deixar toda responsabilidade para o outro.

Como estão nossas energias? Estão abertas? Ou até mesmo inconscientemente estão bloqueadas para nós termos a razão que as pessoas são interesseiras? Ou até mesmo ela não veio te ajudar porque também não sabia que você estava precisando. Outra questão para fazermos é: Eu sei pedir ajuda?

É, vale a reflexão para a saída da vitimização.

O que é ser forte?

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Estou tentando descobrir o equilíbrio de ser forte. O forte que quero dizer é mais psicologicamente do que fisicamente.

Por um tempo achava que era forte aquele que não chorava, que não demonstrava os sentimentos, aquele que passava pelas crises sem muito refletir e já partia para outra. E até mesmo a pessoa que não era muito magra.

Sou muito sentimental, emocional e reflexiva e pensava que isso era muito ruim para ser uma pessoa forte.

Mas hoje vejo que isto não era o pior. O que está errado é a dose.

É como cozinhar, se coloca uma colher a mais de sal pode estragar toda a comida. Mas isto não quer dizer que você não fez o resto certo.

Isso me traz a reflexão de não nos jogarmos fora por inteiro, por ainda não sabermos algo que julgamos ser importante. O que precisamos muitas vezes é acertar o toque do sal. Nem para mais e nem para menos. Às vezes o prato não sai bom, mas não podemos desistir, vamos ver o que precisa ser ajustado. No outro dia estará uma grande chance para tentarmos novamente acertar o ponto. Os grandes Chefs tiveram que treinar muito para se tornarem referência.

Hoje vejo que o forte não é só o que não chora, que não demonstra ter dificuldades ou aquele que “não tem problemas”. Mas sim, aquele que apesar dos problemas consegue sorrir para os outros, que consegue ser generoso mesmo por dentro estar despedaçado. Aquele que consegue assumir que está difícil e pedir ajuda. Aquele que senta e conversa consigo próprio e pensa: Como vamos resolver está questão, olhando o problema sem tentar fingir que ele não existe.

Penso ser interessante repensarmos o que temos formatado na nossa cabeça e o que significa algo que queremos conquistar. Por que se estiver distorcido, não iremos conseguir o resultado que queremos.

Eu era muito magra e me esforçava para engordar porque tinha uma ideia errada que para ser forte teria que ganhar peso. Eis que engordei e vi que a fortaleza vem de dentro. Vamos malhar para ficarmos forte fisicamente, pois é muito bom, mas lembrando que só o físico não resolve.

Pois então, se queremos conquistar algo, vamos ver o que este algo representa para nós e compararmos com o que é de fato, assim ficará melhor para vermos realmente o que precisamos fazer ou ajustar na nossa maneira de ser.

Sorrir não significa que não se tem problemas

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Já ouvi diversas vezes: – Você que é feliz! Não tem problemas e nem dificuldades na vida. Você está sempre sorrindo.

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Não sempre, mas em geral estou sorrindo mesmo. E isto, não quer dizer que não tenho crises e dificuldades na vida.

Por que dou risada até nas dificuldades? Por que acho que rir de mim mesma me ajuda a desdramatizar o que estou vivendo e me traz uma energia mais positiva.

Não sou boba e nem mais tão ingênua com a vida. Sei que sorrir não resolve problemas, mas também sei que ficar de cara fechada, “dando patada” nos outros não irá resolver e sim,  criar mais problemas.

Já tive problemas na empresa, escola, faculdade por sempre tentar trazer um pouco de alegria. Nem sempre somos bem compreendidos. Algumas pessoas entendiam como se eu estivesse de alguma maneira esnobando com o meu sorriso. E eu no fundo, sempre pensei de dar um sorriso para alguém, tentando levar um pouco de alegria para a pessoa.

Pode ser que algumas pessoas entendam que temos que sorrir apenas quando nossa vida estiver “perfeita” ou somente quando algo muito bom acontece. E olha, se eu esperasse minha vida estar perfeita para sorrir, seria uma pessoa baixo astral. Portanto, vamos tentar reavaliar o que pensamos sobre o sorriso.

Hoje tive esta experiência. Uma pessoa demonstrou não gostar de mim, por achar que minha vida é muito fácil. Porque ela acha isso? Descobri que os argumentos eram: Porque eu trato todos muito bem. Sempre sorrindo, em geral não reclamo da vida e não sou de ficar falando mal dos outros. Logo, esta pessoa concluiu que sou muito feliz e não tenho problemas. Com isso, eu não sei nada sobre a vida.

Bom, as pessoas tem total direito de não gostar de mim. Fiquem a vontade.

Mas eu ainda vou me esforçar, tentando levar meu sorriso para elas. Porque além dessas pessoas que não gostam de mim, já escutei muita gente dizendo que estava mal e eu cheguei sorrindo e ela se alegrou por um momento.

Saber que pude ajudar alguém só com um sorriso é muito gratificante.

Por isso, vamos sorrir para os outros. É de graça. hehehe

Penso que o sorriso é a maneira mais fácil, barata e rápida de poder levar algo de bom para o outro.

Minha experiência com os filmes do Harry Potter

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Gosto de filmes baseados em fatos reais e biográficos. Achei o filme “Magia além das palavras” e na sinopse estava que era sobre a vida da J. K. Rolling, autora de Harry Potter. Nunca tive nenhuma atração por este filmes. Apesar de o mundo todo falar sobre os livros e filmes, nunca me animei para ver.

Tenho amigos que tentaram me levar para o mundo Harry Potter. Fizeram sessões na casa deles, com pipoca e guaraná, porém não rolou. Tentava ver, mas não gostava.

O Igor adora e quando estávamos em Londres ele fez questão de ir em todos os lugares que tinha algo relacionado. E eu? Ficava com uma cara de tédio.

Eis que no finalzinho de 2015, achei este filme baseado na biografia da autora. Não sou de assistir filmes mais de uma vez, mas este filme assim que terminou, assisti novamente.

A história da autora foi tão interessante, que assistir ao filme de novo não foi suficiente. Eis que decido assistir o primeiro filme do Harry Potter e cada dia da semana quando chegávamos em casa à noite, assistíamos mais um filme e quando acordamos no sábado, o Igor que adora os filmes, sentou comigo e embarcamos para outro mundo hehehhe e assistimos os filmes seguidos, com intervalos apenas para banho e comida. hehehe, Terminamos no Domingo à noite.

Eu que sempre gostei de estudar sobre questões de energia, a força dos pensamentos, tive vontade de entrar no filme e estudar naquela escola de bruxos. hehehe

Além do filme em si, tive uma afinidade muito grande com a autora, assisti várias entrevistas e admirei muito o trabalho e a força dela.

Eu tenho muita vontade de escrever livros, porém tenho minhas dificuldades com a escrita. Tenho vontade de escrever um livro que possa agregar algo na vida das pessoas.

Não quero escrever para ficar famosa e nem por dinheiro, quero apenas deixar registrado algo que possa contribuir de alguma maneira com alguém. Vamos ver, se com os post surgem algumas ideias.

Sempre que desanimo, pensando que não irei conseguir, lembro as dificuldades que ela enfrentou e hoje ela é uma das autoras mais famosas do mundo e um exemplo para mim.

 

 

Quando um filme te ajuda no seu dia

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Esta semana cheguei em casa cansada. Sabe aquele dia que você só quer chegar, assistir algo para relaxar e não pensar muito? Pois é, procurei no Netflix e coloquei o filme: Revivendo o Natal (12 Dates of Christmas). Pensei, será apenas um filme estilo sessão da tarde.

O filme passa no dia 24 de dezembro. Uma mulher terá um encontro com um rapaz, porém ela só pensa no seu ex-namorado. Ela não vê mais nada a sua frente, as pessoas nas ruas, familiares, vizinhos, nada, só pensa no seu ex. Eis, que ela vai no encontro, mas sai para encontrar seu ex e descobre que ele vai se casar. Ela fica super frustada e vai para casa arrasada.

A sacada do filme é que quando dá meia noite, o tempo volta para o dia 24 e tudo começa novamente. E claro, que ela tenta fazer de tudo para conseguir o ex, mas o tempo volta até ela fazer diferente. Ela sente que precisa fazer algo para sua vida voltar ao normal. Ela olha para as pessoas, conversa com as pessoas que estão ao seu redor, pensa de outra maneira e enfim, consegue passar para o próximo dia.

Ela olhando para os outros, ela ajuda as pessoas que estão ao seu redor e acaba vendo que o rapaz era o que ela queria.

Achei interessante, pois ás vezes passamos uns dias querendo viver o que queremos e não observamos o que está ao nosso redor.

Para quem não esperava nada do filme, fui dormir feliz com a lição de vida.

Eis que no dia seguinte, o dia começou todo atrapalhado e eu me irritando com uma pessoa. Por um momento pensei: Já sei como vai acabar este dia, vamos discutir, vai sair tudo errado o que temos que fazer e vou chegar em casa frustada por não termos conseguido finalizar a atividade.

Com isso, lembrei do filme. Imaginei: e se tivesse oportunidade de começar este dia novamente? Claro que não tinha como voltar no tempo, mas poderia tentar fazer diferente a partir daquele momento. Então, fui tomar água, respirei fundo como se tivesse acabado de chegar no lugar, mudei meus pensamentos, como se realmente nada tivesse acontecido, pensei quero solucionar esta questão, e “milagrosamente” a pessoa estava diferente e as coisas caminharam e resolvemos.

Pois é, ás vezes não temos como voltar no tempo como no filme, mas podemos respirar fundo e tentar do começar novamente.

 

Sensação de ter nascido novamente

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Hoje pensei de falar um pouco sobre a experiência que tive quando cheguei na Austrália.

E sinceramente ás vezes sinto como se tivesse nascido novamente. O que quero dizer é que tive que lidar com coisas que se estivesse no Brasil, não necessariamente teria que lidar, como por exemplo:

1 – Idioma. Ter que aprender um idioma na marra. Muitas vezes me sentia como uma criança aprendendo a falar. Pronunciava errado, pedia para as pessoas falarem mais devagar, via palavras na rua e pensava: Ah, eu sei, aprendi na escola esta palavra. hahaha. Exatamente como eu fazia quando eu era criança.

2 – Pessoas. Não conhecia ninguém quando cheguei. E na infância, tirando a família, só conhecia as pessoas da escola e foi exatamente o que aconteceu aqui. Só conhecia as pessoas da escola.

3 – Histórias. Quando já se tem alguns amigos e o inglês já está um pouco melhor, você vai conversar com nativos e eles tem histórias, como por exemplo, comerciais que passavam antigamente, piadas regionais, ou alguma brincadeira que eles fazia no passado. Me sentia da mesma maneira quando eu estava com amigos dos meus pais e eles falavam do passado. Ficava com aquela cara de perdida. Exatamente a mesma cara aqui, pois eu não tenho conhecimento do que se passou antes de eu chegar.

4 – Insegurança. Quando você mora muito tempo em um lugar, você se sente mais seguro no sentido de saber a hora que o ônibus passa, o horário que as lojas abrem e fecham, os lugares que tem preço bom, as comidas que você gosta, enfim, sabe como as coisas funcionam. Quando vai para outro lugar se sente insegura por precisar aprender tudo rapidamente. Lembro quando fui comprar meu primeiro pão sozinha quando era criança, fiquei com uma cara de perdida, e senti o mesmo por aqui, não sabendo onde os eram lugares, quanto valiam as moedas.. hehehe. Coisas básicas, mas me sentia perdida no início, da mesma maneira quando era criança.

5 – Reaprender. Tem atividades que fazemos naturalmente e quando muda de país, pequenas coisas fazem diferença. Aqui por exemplo, até para andar na calçada eles andam do lado ao contrário para nos brasileiros. Assim como na direção. Nos brasileiros nos cumprimentamos com beijos e abraços e aqui, ás vezes nem estendem a mão, pois para alguns é muita intimidade. Então, quando andava do lado errado o Igor me puxava para o lugar certo na calçada, como minha mãe fazia e quando cumprimento com beijo as pessoas, penso? Puts, foi mal.

Estes são apenas alguns exemplos de itens que me senti nascendo novamente e tendo que abrir minha mente para o novo. Ou você se esforça para se abrir ou não aguenta.

O que me anima é que quando era criança realmente me sentia insegura para o mundo. Tudo era muita novidade, mas conforme vamos enfrentando os medos que vamos tendo, vamos nos sentido mais corajosa para cada passo a seguir.

Lembro que quando chegamos aqui, o Igor não se sentiu muito bem e pediu para eu comprar um remédio. Eu não sabia nem onde eu estava direito, mas precisava comprar um remédio. Tive que deixar de lado a vergonha de falar errado, pedir informação, achei o local para comprar, tive que tirar dúvida se o remédio estava certo. Comprei e voltei super feliz porque tinha achado, sem muito tempo para celebrar a vitória, tive que rapidamente cuidar do Igor. Apesar de ser por um motivo ruim, foi uma alegria, pois por um momento me senti vitoriosa pelo pequeno passo de ter conseguido me virar sozinha. Parecido que quando era criança quando conseguia algo que hoje achamos banal.

Estou aprendendo a celebrar nossas pequenas conquistas. Nossas experiências, mesmo que pequenas temos que valorizar. É muito mais difícil estar em outro país do que podia imaginar, mas penso o que está me ajudando é a celebrar as pequenas vitórias. Vejo algumas crianças celebrarem quando conseguem a fazer algumas atividades pela primeira vez e ás vezes quando ficamos adultos perdemos um pouco este senso de valorização. Com isso, estou tentando resgatar essa energia da criança que celebra e não ser tão rude comigo mesma olhando somente as coisas que não consegui por aqui.

Fica esta dica, celebre suas pequenas vitórias. Se observarmos, todos os dias conseguimos nos superar em algo, mas muita vezes só prestamos atenção no que não conseguimos.

Por menos joguinhos no “amor”

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Hoje gostaria de compartilhar reflexões sobre relacionamento. Esta semana conversei com algumas amigas e por sincronicidade vieram falar que estavam em crise por estarem se sentindo rejeitadas.

As histórias (apesar de elas não se conhecerem e morarem em cidades diferentes) eram muito parecidas. Eis que elas conheceram um rapaz e o rapaz não tinha nada demais, não necessariamente era o “príncipe encantado”, mas tratou elas super bem e elas foram admirando e se encantando pelo rapaz, mas o que aconteceu? O rapaz só fala com elas quando ele quer. E elas ficam confusas e não entendem se aquela atenção dada era com segunda intenções ou não. Se ele faz isso com todas as meninas ou não. E se quer ter algo sério ou só curtição.

E elas começaram a entrar em um padrão de tristeza muito grande por estarem confusas se o cara quer ou não quer.

Por falta de coragem de se posicionar para o rapaz e questionar: E ae? Quer ou não quer? Ficam esperando o dia todo por mensagens no Whats app e sofrem quando ele demora para responder.

Anteriormente eu achava que ele estava fazendo joguinho, mas fui reparar que elas sem perceberem, também estavam fazendo joguinho, demorando para responder só para ele achar que ela não estava tão desesperada e não curtindo foto no Facebook para ele não se vangloriar.

Bom, a parte amorosa da vida não é fácil. Sou a favor de as coisas as claras e sem joguinhos. Penso que começar um relacionamento já com este sofrimento não é positivo.

Penso que uma coisa é quando você não sabe exatamente o que quer e outra beeem diferente é tentar ficar tramando coisas para o outro sofrer um pouco por você.

Ás vezes por medo de sermos rejeitadas não nos posicionamos e sofremos ainda mais. Pode ocorrer também de estarmos afim só porque não temos a pessoa. Enfim, cada pessoa funciona de uma maneira, sou a favor de nos entendermos,  nos conhecermos, nos pesquisarmos para ver como funcionamos. Podemos até esquecer este cara, mas a vida continua e pode acontecer com outro rapaz. Portanto, viva a autopesquisa.

Sou da bandeira de mais amor e menos jogos. Penso que neste departamento se é preciso jogar, a partida já está perdida.

 

Qual o seu propósito no Intercâmbio?

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Esta pergunta pode parecer boba, pois muita gente pensa que é óbvio e não precisa pensar muito. Mas refletir sobre o verdadeiro motivo da viagem pode fazer diferença no final dela.

Algumas pessoas tem o propósito de aprender uma nova língua, outros terem uma experiência profissional, morar um tempo fora,  conhecer pessoas de outras culturas, às vezes mais de uma destas opções, ou mesmo, outras opções. Por isso, pense e foque no seu objetivo.

Penso que esta pergunta é muito importante, pois por experiência própria sei que é muito fácil se perder no intercâmbio, ficar deslumbrado e os meses passarem e você se perguntar em algum momento: – O que eu vim fazer aqui mesmo? Ou, Como o tempo passou tão rápido?

O intercâmbio independente do seu foco/objetivo é uma experiência de vida, você vai adquirir histórias e uma nova perspectiva do mundo. Provavelmente vai pagar micos e vai aprender muitas coisas legais e interessantes. Vai errar, vai acertar, vai aprender e pode se arrepender.

Viajar é ótimo e abre a nossa mente. Cada viagem é única mas, não é por isso que vamos nos deixar levar em todas as situações, como se não houvesse o amanhã. Discernir, saber distinguir o que é do seu gosto ou não, faz parte da viagem também.

E claro, tudo pode mudar. Você pode ser uma pessoa antes da viagem e durante acaba mudando de ideia. Isso é natural, é o processo de troca e criação de experiência que temos o tempo todo.

Só tome cuidado com uma frase: O que é que tem? O que é que tem eu fazer isso? Ninguém me conhece aqui. Ninguém vai ficar sabendo. Isso pode trazer alguns problemas.

Revisitar nossos valores pessoais, nosso objetivo pode ser essencial. A palavra que me vem é equilíbrio. Não se fechar, mas fazer um esforço para não abrir mão de todos os valores por achar que assim é que se vive um intercâmbio.

Não estou aqui para julgar as pessoas e dizer que eu estou livre de passar por problemas. Mesmo porque teve momentos que tive que ser firme e pensar: – Por que vou fazer isso? Não é do meu gosto.  Não é da minha personalidade. Eu sei que não gosto disto e não preciso fazer em qualquer país que esteja.

Só queria deixar registrado para quem pensa em fazer intercâmbio que tem muitos lados positivos, porém, se você não tiver seus valores e objetivos claros e revistar eles constantemente pode ser frustante quando o intercâmbio acabar e ver que o motivo pelo qual você veio não foi atingido e podendo ter alguns problemas para resolver. Como o dinheiro que foi gasto sem planejamento financeiro, não aprender inglês por ter ficado apenas com pessoas da mesma nacionalidade ou só na curtição, ter uma gravidez indesejada por falta de cuidado, acabar com um relacionamento sério por uma aventura, enfim, vale a reflexão.

Lembre-se, este será um investimento em você, como você gostaria de fazê-lo?

 

 

O paladar que se adapta

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Eu amo comida brasileira, mas também adoro experimentar comidas de outros lugares. Apesar de ter vezes que eu tenha me arrependido de ser curiosa (por a comida estar muito ruim), acho que ainda assim vale tentar. Claro que com as devidas cautelas, por exemplo, se o restaurante é confiável e ter uma noção dos ingredientes é importante.

Muita gente me pergunta sobre comidas na Austrália. Bom, sendo sincera, quando cheguei aqui, percebi que teria cozinhar. hehehe. Os temperos (ou às vezes a falta de tempero) para mim não eram bons e as sobremesas para meu paladar não tinha açúcar suficiente. Lembrando que é difícil achar algo que seja de fato australiano.

Primeira “decepção” foi o famoso restaurante Outback que não é Australiano. Muita gente que chega aqui, pensa que terá Outback a cada esquina. Porém, não é assim. Ele é um restaurante americano. É possível encontrar na Austrália, mas em pequena escala.

Bom, vou falar de 15 comidas/bebidas (não necessariamente australiana) que experimentei por aqui e minha opinião.

1. Sushi com abacate

Sim, australianos amam abacate. Vários pratos tem abacate e quase todos os sushis. Os sushis são vendidos parecido com temaki (foto). A galera compra e sai comendo e andando. Fica barato, cada sushi custa em torno de 2,50 dólares.

Antes: Pedia para eles fazerem sem abacate. Ficava esperando porque não achava que combinava. Um dia um sushiman ficou um tempão me explicando os benefícios do abacate, tentando me convencer a comer do jeito deles. Ele disse: eu também não gosto, mas faz super bem para saúde. Pensei: tem tanta coisa que faz bem para saúde. nem por isso eu coloco no sushi. hehehe

Agora: Amo.

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 2. Banana Bread

É bem comum as pessoas comerem esse pão (bolo) de banana. Esqueça as bananas por cima e até mesmo o caramelizado. Compensa fazer em casa, pois nas cafeterias você paga cerca de 4,00 dólares a fatia.

Antes: Achava doce para ser um pão e sem açúcar para ser um bolo.

Agora: Amo.

banana

3. Boost

Esta é uma marca de suco bem popular aqui. Por onde você vai tem gente com um copo verde gigante. Acho um pouco caro, cerca de 7 dólares o copo grande.

Antes: Achava que as misturas não combinavam. Manga, banana e várias outros ingredientes juntos, era muito estranho. Fiquei meses sem beber.

Agora: Amo. Chego a salivar só de ver este copo verde.

boost

4. Fish and Chips

Isto mesmo, peixe e batata frita.

Antes: Achava algo muito sem graça. Às vezes o peixe não tem tempero e a batata sem sal.

Agora: Dependendo do restaurante, este prato pode ser uma delícia.

fish

5. Torta

Adoro lanche rápido, tipo coxinha e pão de queijo. Algo rápido aqui são as famosas pie (torta). Tem vários sabores: frango, carne, cogumelos entre outros.

Antes: Dependendo do lugar eu adorava esta torta.

Agora: Só se estiver desesperada. Enjoei que às vezes não posso nem sentir o cheiro da loja Pie face.

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6. Barbeque

Tirando os churrascos que fui de pessoas da América do Sul que estavam deliciosos. Os churrascos que fui no estilo mais australiano eram como cachorro quente. Faziam a salsicha (linguiça) na churrasqueira, colocava no pão e no máximo um catchup ou molho barbeque. Pronto.

Antes: Achava que isso devia ser chamado de hot dog.

Agora: Até que fica gostoso. Colocando umas cebolas na chapa.

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7. Tim tam

Um biscoito com cobertura de chocolate, com diversos sabores. Alguns australianos comem as pontas do biscoito e usam como canudo para tomar café.

Antes: Achava muito sem graça. No Brasil temos opções bem melhores.

Agora: Uhm, que delícia. Tem ai?

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8. Pavlova

É um bolo com merengue e frutas (varia de acordo com o restaurante) é maravilhoso. Antes, agora e sempre.

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9. Lemon, lime and bitter

No início tinha dificuldade de beber algo. Os sucos e refrigerantes,  tinham sabores diferentes. Até encontrar a Lemon, lime and bitters. Uma amiga brasileira me apresentou e adorei.

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10. Eggs benedict

Este foi amor a primeira vista, mordida e o amor continua.

Se trata de pão tostado, com salmão, presunto ou bacon, espinafre, ovo poached e um creme delicioso. Claro, que varia, mas em geral os que experimentei eram assim e deliciosos.

Tentamos fazer am casa, veja na foto que ficou um pouco diferente.

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11. Rock Road

Este é o doce mais doce que comi por aqui. Chocolate, frutas e marshmallows. É delicioso, porém não dá para comer muito por ser tão doce.

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12. Lamington

Bolo de baunilha com cobertura de chocolate e raspas de coco. É aquele doce que se não tiver outra coisa dá para comer.

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13. Canguru

Minha vida toda pensei em Canguru com um animal lindo e fofo. Ao chegar aqui levei um susto ao ver ele para vender no mercado. Várias pessoas me recomendaram a fazer, fritando em fogo baixo e não deixar muito bem passado, para não ficar duro. Um dia criei coragem comprei a carne, mas não tive coragem de fazer pensando no canguru. No outro dia fiz, experimentei, foi até gostoso, mas nunca mais comi, porque fico imaginando os bichinhos. Ok, sei que como outros animais, mas como não faz parte da minha cultura me sinto estranha.

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14. Vegemite

Alguns amigos brincam que você não tira uma residência na Austrália se você não gosta de Vegemite. hehehe. Os Australianos em geral comem todos os dias com pão (torrada), manteiga e uma fina camada de Vegemite.

Alguns ficam chateados quando falamos que é horrível. Então, se não gostar, não seja tão sincero a dizer que é terrível.

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15. Ginger Beer

Refrigerante de gengibre muito popular, porém não gosto. O sabor do gengibre é muito forte. Para mim, gengibre é na comida.

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Pois é galera, esta é minha opinião. Não acredite em nada, venham e tenham suas próprias experiências.

Como tudo na vida, o que pode ser bom para um pode ser ruim para outro e vice-versa.

Acho que a grande sacada da vida é esta. Experimentarmos e termos nossa própria opinião. Para quem não tem como vir para cá, tente experimentar algo diferente na sua casa ou um restaurante próximo. Um tempero, um suco, uma mistura de sabores, vamos abrir nossos horizontes. 😉

Micos pelo mundo

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Muita gente pensa que viajar é só glamour e que tudo dá certo.

Não dominar o idioma, não conhecer o local, ter cara de turista perdido, contribui para vivências um tanto quanto engraçadas, claro que depois de vivenciado. hehehe. Por conta disto, vim compartilhar alguns de tantos micos que já passei.

1. Alarme de incêndio.

No primeiro mês na Austrália, o prédio da frente da qual eu estava tocou o alarme de incêndio e todas as pessoas tiveram que sair. Acompanhei tudo da janela, não foi nada demais, apenas suspeita de fogo. No dia seguinte, eu estava no banho e o Igor não estava em casa, ouvi o alarme de incêndio do prédio que eu estava e fiquei nervosa, tinha acabado de chegar praticamente, aquele barulho enorme, estava sozinha, achava que era um teste, mas liguei para o Igor para ver se ele podia me ajudar. Ele ligou para a portaria e era apenas um teste de incêndio. Então pessoal se ouvirem: “This is just a test” não se desespere, é só um teste mesmo. hahahaha

2. O dia que o prédio balançou.

Mudamos de apartamento e na primeira noite acordamos com uns barulhos no quarto como se fosse uns estalos, foi horrível, não sabíamos que estava acontecendo, não conseguimos dormir e pensamos: E agora? Como ficaremos neste apartamento? Pela manhã ligamos para a imobiliária e foi dito, por conta de o prédio ser muito alto, em dias de muito vento como hoje ele balança mesmo. Mas não é comum, foi só está noite. Claro que tinha quer ser na primeira noite que estávamos lá. hahaha

3. O dia que a chave caiu no vão do elevador.

No prédio que estávamos tinha piscina, eis que uma noite fomos cerca de 21:30. Além da roupa que estávamos, levamos apenas chave e toalha. Passamos uma noite super agradável, porém na hora de voltar e pegar o elevador, eu deixei a chave cair e foi para o vão do elevador. Qual a probabilidade de isto acontecer? E de ser tarde, você estar cansado, e molhado da piscina? Eis, que fomos na recepção e tivemos que ligar para o chaveiro. Além de termos que ficar 30 minutos molhados na recepção (com todo mundo que chegasse nos olhando), tivemos que pagar 200 dólares para abrir a porta. Essa não teve graça. hehehe

4. Inglês nota 0.

Acho que este mico muita gente já pagou quando está aprendendo inglês. Na conversa com nativos que falam muito rápido, e você tenta acompanhar com uma cara simpática como se estivesse entendendo e você responde tudo com um: Yes. hehehe. Eis que ele faz uma pergunta e você fala: Yes. hahaha. Por exemplo: Você prefere calor ou frio? Resposta: Sim. hehehhe.

5. Não sei nem ligar o fogão.

Quando chegamos na Austrália, queríamos cozinhar e o fogão não ligava, pensamos: Não acredito este fogão está quebrado. Não tivemos como jantar, pois já estava tarde. No outro dia falamos na recepção que o fogão não estava funcionando e um rapaz foi no ap. e ligou o botão e pronto funcionou hehehe. Fica um aviso para quem quiser ir para Austrália. Tem que ligar um botão, (parecido com os que ascende a luz) para liberar o gás. Bom saber para você não ficar sem janta. hehehe

6. Glasnost

Tudo acontece quando chega no país. hehehe. O primeiro ap. que alugamos era novo, seríamos os primeiros moradores. Visitamos o ap., estava legal, verificamos várias coisas, porém esquecemos de ver que no quarto não tinha cortina. Detalhe que não era apenas uma janela, mas uma parede de vidro. Imagina sem cortina. Não podíamos trocar de roupa no quarto e acordávamos com o sol na cara. Foi questão de uma semana, pois a cortina atrasou para ser entregue, mas foi uma experiência que damos risada hoje, porém nesta semana hehehehe não foi nada engraçado.

7. Primeira pizza, primeira fome.

Quando falamos de pizza para brasileiro, já imaginamos aquela pizza grande, de 8 pedaços e deliciosa. Nossa primeira pizza na Oceania passamos fome. Pedimos a pizza e quando chegou? Além de para nosso paladar não ser boa, era para nós um brotinho e custando 30 dólares.

8. Convidar Indianos para Churrasco e Feijoada.

Acontece que muitas vezes esquecemos que em culturas diferentes não se come carne, principalmente de vaca. E não pega nada bem convidar pessoas desta cultura para comer algumas comidas típicas brasileiras.

9. Sendo sacaneada.

Tudo bem que neste dia a pessoa do restaurante se aproveitou, mas enfim… não deixa de ser mico. Fomos em um restaurante em Londres e estávamos vendo o cardápio e o garçom perguntou se estávamos pronto para pedir. Eu disse que ainda não e ele começou a falar dos pratos que era bons. Perguntou: Você gosta de camarão? Disse sim. Você gosta de pão? Disse sim. Enfim, perguntou se gostava de várias coisas e fui dizendo se sim ou se não. Ele disse: Então está bom vou trazer para você. Mas eu disse: Ainda não escolhi. E ele: Fica tranquila já sei do que você gosta. hahahaha. Eis que ele traz quase que um banquete. E eu: É muita comida! Não queria tudo aquilo, mas ele: Come, eu sei que você vai gostar. hahahaha. Pois é, sei que muitos vão falar: Você não podia ter deixado e tal. Pois é, coisas da vida. Comemos estava tudo maravilhoso, menos a conta.

10. Mico alheio

Pois é, não sou só eu que passo vergonha. Estávamos em Londres, fomos comer o famoso “Fish and chips”, o restaurante estava cheio. Então um casal sentou na mesma mesa que estávamos. Sentaram e começaram a falar em português. Falaram mal de tudo, que as comidas eram ruins, que tudo era caro, que tudo era cheio, que as pessoas eram chatas, mas que pelo menos eles tinham boas fotos para postarem no Facebook e os amigos iriam morrer de inveja. Após falarem um monte de coisas (sem saber que éramos brasileiros) perceberam que não tinham pegado os talheres e não sabiam onde era. Como eu entendi que eles estavam querendo, falei: Está ali na bancada. Eles ficaram muito sem graça e perguntaram: Vocês são brasileiros? Dissemos que sim. E eles não sabiam o que fazer de tão sem graça, por terem se tocado que tínhamos entendido toda a conversa.

Pois é, fiquem atentos. Achar que estar em outro país e que ninguém entende o que estão falando pode ser um problema.

Pensei em postar isso, para vermos que nas viagens “pagamos mico”, às vezes por não saber como as coisas funcionam, por falta de conhecimento, por dificuldades pessoais, mas até dos micos podemos tirar aprendizado para não fazer mais tal comportamento ou mesmo para aprender como lidar com novas experiências.

O que estou aprendendo com os micos? Que tem coisas que não temos como controlar, que iremos passar umas vergonha na vida, principalmente se tentarmos fazer coisas diferentes. A questão principal que podemos ter é desenvolver o bom humor para muitas vezes rir de nós mesmos e seguir adiante e aprender sempre.

A sensação de já ter ido para um local que “nunca estive antes”.

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Hoje acordei lembrando de uma viagem que fizemos para Escócia.

Fomos para uma daquelas viagens sem expectativas, não tinha nada exatamente que sonhávamos em ver. Mas na vida parece que quando estamos sem expectativas, as experiências acontecem mais naturalmente.

Digo isso, porque já fui para outros lugares que eram meu sonho, estava muuuito animada para ir, porém quando cheguei não era aquilo tudo.

Bom, fomos de excursão para Edimburgo e Highlands.

Quando entramos na van de turismo, vimos que ela estava cheia, tinha apenas dois lugares separados. Pensamos que triste teremos que viajar separados. Mas antes que pudêssemos pensar em algo, o guia falou para o pessoal: – E aí pessoal, tem um monte de gente viajando sozinho aqui, senta com alguém vai conversando e deixa este casal sentar junto. Ele conseguiu “quebrar o gelo” de uma maneira, que várias pessoas levantaram, foram conversando e nós pudermos sentar juntos.

Para vermos que tudo na vida tem técnica. Ele poderia falar de uma maneira grosseira e se alguém mudasse de lugar, ainda mudariam com cara feia.

O guia fazia viagens para vários países da Europa, porém ele começou o tour dizendo que o que ele mais gostava era da Escócia. Isso ajudou, pois viajar com alguém que gosta do local é bem bacana.

Esse guia foi um reencontro. Ele amava os passeios (mesmo já tendo feito muitas vezes) e nos levava para lugares fantásticos. Para as pessoas que não se importam sobre energia, pode ser que possa passar despercebido, mas eu gosto dos lugares mais pela energia que ele me traz do que apenas ver construções famosas.

Mas, o que me chamou mais atenção nesta viagem foi eu estar dormindo e em algum momento acordei falando: Igor, onde estamos? Eu preciso saber o nome daqui e preciso descer. A van estava parada para as pessoas irem ao banheiro, não era uma parada para visitação, porque teoricamente o lugar não tinha “nada” tão turístico. Tanto que quase todos estavam dentro da van.

Eu não me aguentei e desci, sai andando, como se algo me chamasse e nisso o Igor viu o nome do lugar no Google Maps, chamava Killin. Este nome me chamou atenção, fiquei toda arrepiada e achamos uma cachoeira com uma energia maravilhosa.

O guia foi atrás de nós, até mesmo porque lá não era parada e nós estávamos super felizes de ter achado aquele lugar, e ele comentou: Vocês gostaram daqui? Dissemos: Claro é maravilhoso. Ele disse: É um dos meus lugares prediletos, porém não trago ninguém aqui porque as pessoas não veem o que eu vejo.

Algumas pessoas passavam andando na rua e elas sorriam para nós, ficávamos com um cara de: Elas nos conhece? Parecia que já tínhamos ido naquele lugar e estávamos voltando.

Entrei em uma loja de souvenir para comprar alguma lembrança daquele lugar. Ao entrar na loja a mulher me recepciona com um: Olá, tudo bem? Como vai? (uma energia que não sei explicar). Eu disse que precisava comprar algo rápido porque a van estava indo e ela me mostrou alguns itens. Comprei e ela me deu um abraço e disse algo do tipo: – Volte sempre, você é sempre bem vinda aqui.

Diante das viagens que fiz uma coisa para mim que é de maior valor são as pessoas que reencontrei. Fica claro que não estamos em nenhum lugar por acaso. Vale o esforço para tentar entender, porque estou aqui neste momento?

A saga para chegar na Austrália

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Muita gente me pergunta quantas horas demorou e como foi o voo do Brasil para Austrália.

Essa é uma pergunta que depende, pois os voos variam bastante e claro que a minha passagem não seria a mais rápida, certo? hahaha

Primeiro, porque não moro mais em São Paulo, então tive que fazer Foz do Iguaçu – Sampa. E também porque não fui para Sydney, fui para Brisbane.

No meu caso, fiz Foz do Iguaçu – Sampa, Sampa – Dubai, Dubai – Singapura, Singapura – Brisbane, Brisbane – cama/acabada.

Sim, cansei só de escrever imagina viajar. Além disso tudo, a Austrália está 12 horas na frente. Então aos interessados, se preparem para o jetlag.

Saí do Brasil dia 3 pela manhã e cheguei na madrugada do dia 6. Totalizou 56 horas.

Mas não desanimem, vale muito a pena. Vou passar algumas das experiências que tive e que talvez possam ajudar em algo. Se tiverem outras ideias, comentem, vamos nos ajudar.

1. Se possível, tome banho.

Então, como podem notar, passei mais de um dia viajando e um banho vai bem de vez em quando (hehehe). Em Dubai, já senti que precisava de um banho, notei que o banheiro do aeroporto tinha ducha, só que não fui preparada com minha toalha (claro), então comprei um shampoo na farmácia e fui para o banho. Antes de pagar mico em terras estrangeiras, observei como outras mulheres faziam. Elas pegavam papel toalha (aqueles para enxugar a mão) e entravam para o banho. Bom, lá vamos nós, só podia ficar 10 minutos, então foi dada a largada. Claro que a roupa ficou dentro do box e tive que tomar aquele banho sem me mexer muito para não molhar a roupa e o sapato. Apesar de ter sentido muita saudade de uma toalha, foi aliviante e revigorante poder tomar banho depois de tantas horas de viagem. Claro que sai ensopada do banheiro, roupa molhada, porque aqueles papéis servem só para você se sentir psicologicamente mais seco. hehehe

2. Pegue uma série para assistir.

Foi bacana ter assistido série, porque fui assistindo episódios seguidos. No meu caso funcionou melhor que filme, porque quando o filme acaba, você olha para o relógio e ve que está longe de acabar a viagem. Na série fiquei mais entretida e funcionou melhor.

3. Sente no corredor.

Adoro sentar na janela em voos rápidos, ver a paisagem, porém em voos longos, você precisa ir ao banheiro ou mesmo quer levantar e às vezes pode ter dificuldade, pois a pessoa ao seu lado pode estar dormindo. Bom, eu gostei de sentar no corredor, porque me sentia um pouquinho mais livre.

4. Hora da refeição, aproveite este momento.

Na hora da refeição, relaxe e aproveite, pois é praticamente o único momento que você terá algo de fato para fazer. É um acontecimento no seu dia hehehe. Apesar de a comida não ser muito boa, ajuda a distrair e a passar mais rápido.

5. Relaxe, não fique toda hora olhando quanto tempo falta.

Não se preocupe, vão te avisar a hora que estiver chegando hehehe. Então, não precisa ficar toda hora vendo quanto tempo falta. Isso pode dar uma frustação e parecer que demora ainda mais.

6. Se possível, faça amizade no voo.

Já tive voos que conversei tanto com a pessoa ao lado que quando chegou, pensamos: já? Claro, que não é sempre que você dá esta “sorte”, mas pelo menos esteja aberto e olhe para a pessoa que estiver ao seu lado. Se sentir alguma abertura, faça novas amizades até mesmo antes de chegar no local.

8. Cuidado nas conexões.

Fazer uma parada em um país pode gerar uma alegria e uma vontade de querer conhecer todo o aeroporto. Ou até mesmo, por achar que se tem algumas horas até trocar de avião que dá para fazer aventuras na conexão. Cuidado para não perder a hora, e perder o voo. Você pode fazer escala em um aeroporto gigante e ter dificuldade para achar seu local de embarque. A dica que posso dizer é: primeiro se localize no aeroporto, veja onde é que você embarca, depois disto, de acordo com seu horário aproveite. Lembre-se: seu relógio de pulso irá te atrapalhar nos fuso horário que mudarará de país em país, fique atento para o horário local.

9. Roupas confortáveis.

Sei que quando viajamos queremos usar roupas bonitas, porém não se esqueça que a viagem é longa. Deixe para usar suas belas roupas quando chegar. Não precisa ir de pijama, porém tem gente que vai de saia apertada e mal consegue se mexer, além de passar frio. Roupa confortável e outra peça de roupa para trocar também ajuda.

10. Aproveite as conexões

Outro ponto muito bacana desta viagem foi por ter encontrado meus irmãos e amigos no aeroporto de São Paulo. Nem tudo está perdido nas conexões.

Aprendendo: apega e desapega

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Quando cheguei na Austrália, percebi que algumas pessoas que moram aqui perguntavam logo no início da conversa: – Quanto tempo você vai ficar? E para as pessoas que respondiam 2 semanas ou 1 mês, alguns moradores não puxavam muito assunto e eu achava estranho e só depois que fui entender.

Morar em um país com muitas pessoas que estão de passagem pode ter um lado triste, pois nos apegamos as pessoas e depois elas se vão.

Aprender a se apegar e a se desapegar rapidamente não é tão fácil, antes achava que era frescura, mas depois de ter conhecido pessoas tão especiais e que voltaram para seu país, senti na pele essa situação.

Esta experiência de estar tão longe de casa e conhecer alguém, se identificar e saber que em duas semanas, 1 mês ou não importa tanto o tempo e sim a intensidade da amizade, aquele contato irá “acabar” é complicado. Sei que algumas pessoas não vão entender ou mesmo concordar, porque no fundo sei o que importa é o momento. Mas na prática, o que tenho visto é algumas pessoas evitando o contato (por saberem que vai acabar), não querem aprofundar a amizade para evitar sofrer no futuro.

Mas é aquela história, não vou tentar fazer isso porque vai que dá errado, mas e se der certo?

Conheci gente que aprendeu a lidar com isso, mas teve muitos “corações” quebrados até entender que na vida estamos aqui para nos relacionar e de passagem. Podemos nos decepcionar com amigos de infância ou por aquela pessoa que você jamais imaginava e também pode ser surpreendido por encontrar pessoas que não gostava muito no passado e agora ela está muito diferente. ou até mesmo uma pessoa que não fala seu idioma, nem mesmo você o dela e agora vocês querem conversar o tempo todo. Obs. Obrigada tradutor automático.

Mas o que estou aprendendo com isso? Abertismo. Sim, nos abrir para viver, se vivermos com medo do resultado do que pode acontecer (tanto positivo, quanto negativo) ainda estamos querendo controlar a situação.

Fácil? Não mesmo, mas vale a pena.

Surpresa em Stonehenge

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Eis que eu estava na Inglaterra e como todos sabem, tem muuuitos lugares interessantes para se conhecer.

Igor disse: Vamos para Stonehenge no final de semana? E automaticamente a minha cara ficou de tédio para ver umas pedras no meio da nada que não se sabe exatamente como elas foram parar lá, só se sabe que a coisa é muito antiga.

Ok, já sabendo que eu preciso abrir meus horizontes, eu disse sim, com um ar de desânimo, após uma aula de História dele.

As matérias que sempre tive mais dificuldade eram Português e História. E estou aqui em um blog, escrevendo e falando um pouco de História. Hehehe. Eu tenho cada ideia…

Bom, passagens comprada, vamos para esse passeio, será divertidíssimo. hehehe

Entramos no ônibus e escutamos uma conversa em Português de um casal ao lado. Claro, que como uma boa brasileira, já me apresentei e fomos conversando a viagem toda. Eles são do Recife e estavam fazendo um intercâmbio. Nem imaginava, mas depois iríamos fazer outras viagens juntos. Se eu acreditasse que existisse coincidência na vida, poderia pensar que fosse. Mas, nada é por acaso.

Falei que eu estava meio entediada pelo passeio e eles estavam super animados, por conta da história do lugar e logo tive mais uma aula de História.

Mas na vida, nada como ter suas próprias experiências.

Quando chegamos, eu entrei em um estado de euforia. Eu simplesmente tive certeza que já tinha ido naquele lugar, que conhecia aquele lugar e eu pulava que nem criança feliz. Foi uma experiência maravilhosa. Eu não queria ir embora.

Ventava muito (vejam as fotos), parecia que eu ia sair voando e uma sensação de paz por ter voltado para casa.

Na saída uma senhora que trabalha lá, viu ou sentiu minha alegria e perguntou o que eu estava achando. Falei: É indescritível, pois eu estava tomada por uma energia muito boa. Ela ficou super feliz e disse: Eu sinto isso todo dia e ninguém me entende, muito bom saber que tem gente que sente o mesmo. Obs. Reencontro.

Esta história ficou clara para mim que na vida temos que experimentar, nos dar o benefício da dúvida e tentar. Aquilo que parece ser desinteressante pode ser o ponto alto da sua viagem/vida.

 

 

Liberte-se e Feliz Ano Novo

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Dia 31 de dezembro, último dia do ano e nesta noite é celebrado a chegada do próximo ano, certo? Maravilha, acho que temos que celebrar mesmo (se quisermos).

Este ano foi difícil para muita gente, penso que celebrar pode ser bacana, agradecer as pessoas que nos ajudaram a passar por nossas dificuldades, comemorar as conquistas ou até mesmo para nos animar a começar o próximo ano.

Mas, preciso desabafar uma questão. Vejo muita gente, meio que desesperada por ter que celebrar este dia, quase que “vendendo a mãe” para poder viajar ou pagar uma festa cara. Fica um aviso: Pessoal é só mais um dia, não se desesperem, o mundo não vai acabar. A vida vai continuar e muitas outras comemorações virão.

Fica uma dica de quem já passou por isso também. Lembre daquela frase: O ano não será diferente se continuarmos com as mesmas atitudes. Pois é, passar a virada do ano com amigos que não gosta só para não estar sozinho, não vai trazer boas vibrações ou se endividar comprando roupa nova só para postar no Facebook, não vai ajudar a começar bem o ano também.

Enfim, resolvi escrever este post para pensarmos em nos libertar. Quer comemorar? Comemore por você, do que jeito que quiser ou que suas condições te permita. Não para os outros pensarem que você está feliz.

Penso eu, que esta é uma ótima maneira de começar o ano. Liberte-se. Seja feliz da sua maneira. Happy New Year.

Paradoxo da solidão

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Sou uma pessoa que sempre gostei de estar rodeada de familiares e amigos. Sou controladora, gosto que as coisas sejam do meu jeito e no fundo tenho dificuldade de lidar com de mudanças. Ufa…

Eis que nada melhor para virar a pessoa do avesso é ela ir para outro país, com outra cultura, leis, não conhecer ninguém e claro, sem dominar o idioma.

Este ano me senti muito sozinha em alguns momentos, pois sempre gostei de fazer as coisas com alguém, por mais que o Igor estivesse comigo, ele também tinha o trabalho dele e tinha que se dedicar muito a esta nova etapa.

Eis que acabei fazendo (na marra) passeios sozinha, até no início por falta de opção. Sempre achei meio deprimente sair sozinha e no começo estava achando mesmo, mas nunca estive tão “sozinha” como neste ano, mas nunca conheci tanta gente como neste ano.

Ok, vou explicar melhor. Me sentia sozinha por não ter minha família, meus amigos e fiquei um pouco triste em alguns momentos, porém sempre fui aberta a novas amizades e pelo fato de estar sozinha olhava mais ainda para as pessoas e acabava que conversava mais com a moça que estava tomando café ao meu lado, com a pessoa esperando o ônibus, enfim… saia sozinha e voltava cheia de histórias.

Vi que a vida é feita de escolhas. Eu podia ter me fechado por não dominar o idioma, como poderia tirar proveito desta experiência tão inusitada. Acabei que conheci gente de país que eu nem sabia que existia.

Em paralelo, comecei a gostar mais de mim mesma, conversava sozinha, pedia opinião do que eu pensava sobre o assunto e às vezes discordava (hehehehe) e acabei que estou aprendendo a ser a minha melhor companhia.

O estar “sozinha” me ajudou a sair do meu quadrado, da minha zona de conforto e claro que ficou escancarado que de fato nunca estamos sozinhos, se é que me entendem.

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Não acredite nas fotos do Facebook

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Muitas pessoas só postam as fotos glamourosas. Mas nem sempre o que parece é.

Vou te dar um exemplo. Estávamos na Inglaterra e no final de semana teria corrida de Fórmula 1 em Mônaco.

A escola que estávamos estudando iria fazer uma excursão, podendo pagar a viagem (hotel + transporte) e os interessados pela corrida teriam que pagar a parte pelo ingresso. Optamos pela viagem sem o ingresso.

Seria de ônibus até Cannes, pois estava tendo o Festival de Cannes. Dormiríamos em um hotel e no dia seguinte iríamos para a Mônaco.

Primeira coisa, entramos no ônibus e 90% eram brasileiros que gostavam de bagunça. Pensei: onde fui parar?

Eu estava cansada, mas quanto mais me irritava mais barulho eles faziam. Eis que Igor e eu combinamos: não vamos nos irritar e não vamos pensar mal deles. Como se em um passe de mágica eles pararam e viramos amiguinhos.

A viagem foi muito cansativa, pegamos trânsito, provavelmente o motorista se perdeu um pouco, enfim a viagem super luxuosa demorou quase que 24 horas. Ninguém aguentava mais.

Ok, descemos em Cannes estava lindo, as fotos ficaram maravilhosas, mas ninguém conseguia andar de tão cansado.

Após passear, resolvemos voltar para o hotel porque no dia seguinte teríamos que acordar cedo para ir para Mônaco.

Igor teve uma ideia brilhante de não vermos a corrida, pois pelo valor que eles estavam cobrando seria um lugar muito ruim e os lugares melhores eram muito mais caros. Não gostamos muito de corrida, então resolvemos passear na cidade que já era um passeio e tanto.

Nossos novos amigos brasileiros quase todos foram para a corrida, ficamos com alguns e depois de caminhar e passear um pouco, encontramos os tais brasileiros que estavam revoltados. O lugar não dava para ver nada, o sol estava queimando, tinha muita gente, enfim… tiraram fotos com o crachá da Fórmula 1 e foram aproveitar o dia na rua conosco. Isto é, pagaram mas desistiram de assistir.

Acabamos que depois fomos para Nice (bem pertinho) e depois voltamos com mais vinte horas de viagem até Londres.

Resumindo: gastaram uma grana para ver a corrida, não conseguiram ver, ficaram muito bravos com a organização, muitos não se divertiram nem um pouco, mas se você entrasse no Facebook deles, iria pensar que eles tiveram o melhor fim de semana da vida deles.

Se você me perguntar se eu gostei da viagem: diria que sim, porque foi uma experiência, mas em geral as pessoas só postam a parte bonita. Não se iludam com muitas fotos que você ver por aí.

E não compare com sua vida, achando que a grama do vizinho é mais verde. Ás vezes a grama pode ser artificial.

 

A chave da retribuição

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Dia 13 e 14 de julho de 2015 foram atípicos.

 

Íamos mudar de apartamento e para isso tínhamos que fazer um depósito na conta da imobiliária. Por algum erro de digitação na hora de fazer a transferência bancária, o valor do aluguel e o bond (4 semanas de aluguel) foi para conta errada. Ficamos desesperados, ligamos no banco e a pessoa informou que infelizmente eles não poderiam fazer nada e que não teria nenhuma maneira de obtermos o dinheiro de volta.

Estava triste, pois para mim era muito dinheiro.

No dia seguinte, eu tinha um compromisso e fui para o ponto de ônibus, porém me distrai e o ônibus passou e perdi. Só passaria outro depois de 30 minutos. Pensei, é hoje!

Tinha uma senhora que viu e veio falar comigo: – Já perdi muitas vezes o ônibus aqui, este ponto não está bem localizado. Ficamos conversando e foi muito agradável. Ela me recomendou fazer um trajeto alternativo que ela iria fazer também. Fomos conversando como se fossemos amigas de infância. Ela era da Nova Zelândia.

Descemos e eu teria que pegar outro ônibus. Nos despedimos com um ar de tristeza por termos que dizer adeus.

Nunca tinha pegado ônibus errado, acabei que peguei o ônibus certo só que para direção errada. Fui parar longe. Desci em um Shopping e pensei: Chega, vou almoçar. Já perdi meu compromisso, já fiz uma amizade e já perdi o dinheiro do aluguel. Almocei, porém estava triste.

Como disse, este dia foi o atípico. Três australianas pararam perto de mim e me perguntaram se eu estava bem, pois estava com uma cara triste. Disse que estava bem, porém uma delas insistiu e acabei que contei a história. Ela me ofereceu um abraço e perguntou se ela podia pedir para os “anjos” dela me ajudarem. Eu estava sem graça, porém disse ok. Trocamos contato do facebook. Quando ela saiu o Igor me ligou que por algum “milagre”o dinheiro voltou para a conta.

Fiquei feliz, olhei para o chão e vi uma chave (foto). Mandei uma mensagem pelo facebook para ela perguntando se era dela. E ela respondeu que sim.

Ela voltou eufórica e disse: te ajudei e você em seguida já conseguiu me retribuir, se eu perdesse esta chave não teria como entrar ou teria que pagar uma grana para abrirem a porta.

Vi que a vida não é fácil, tem dias que são ainda mais difíceis, mas que ainda tem muita gente bacana neste mundo. E se ficarmos atentos conseguiremos maneiras de retribuir os abraços que recebemos.

 

Um pouco da Índia na Austrália

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Conheci um casal de indianos com uma filha e pensei: Será apenas um jantar.

Como se eu já não soubesse que as coisas nunca são só mais uma simples atividade.

O indiano trabalhava com o Igor e combinaram de jantar.

Nos encontramos e como sempre… fico atrapalhada na hora de cumprimentar. Sem saber se digo um Oi meio tímido, se estendo a mão ou se vou logo para um abraço e beijo no rosto. Na dúvida, apenas acenei acompanhado de um Oi meio perdido.

Igor foi caminhando com o Indiano e fiquei com sua mulher e a filha. Para quem me conhece sabe que sempre tenho algo a falar ou a perguntar, mas sei que dependendo da religião ou cultura temos que pensar mais antes de falar.

A conversa foi fluindo e mais uma vez a vida me proporcionou um lindo reencontro. Ela estuda sobre energias, faz yoga há muitos anos e a noite passou como aquelas que você não quer que acabe.

Eis que dia seguinte marcamos de ir na minha casa. Conversarmos e ela me ensinaria as técnicas energéticas que pratica. Aprendi muitas coisas interessantes. As informações sobre energia de uma abordagem diferente.

Ela me ensinou a cozinhar o prato da foto e claro que ela não poderia sair de casa sem aprender a fazer nosso brigadeiro.

Viva a diversidade cultural e viva as afinidades pluriexistenciais.

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